"O povo já decidiu": Ciro Nogueira usa morte brutal de cão "Orelha" e caso de jovem em Brasília para cobrar redução da maioridade penal
Senador afirma que "Justiça solta" e cita que 65% dos brasileiros apoiam mudança na lei. Episódio de crueldade contra animal e assassinato de adolescente Isaac foram usados como exemplos de impunidade.
O presidente nacional do Progressistas, senador Ciro Nogueira (PP-PI), reacendeu o debate sobre a legislação penal brasileira neste domingo (15) com críticas duras ao Congresso Nacional. Em uma série de argumentos apresentados nas redes sociais, o parlamentar cobrou celeridade na aprovação da redução da maioridade penal, utilizando casos recentes de crueldade e reincidência para ilustrar o que chamou de "falência" do sistema atual.
Crueldade Sem Punição: O Caso "Orelha" Um dos pontos centrais da argumentação de Ciro foi o caso do cão comunitário "Orelha", morto com requintes de crueldade. A suspeita de envolvimento de adolescentes no ato bárbaro serviu de base para o senador questionar a leniência das leis para menores infratores. Para Ciro, a legislação atual permite que atos sádicos sejam cometidos sem consequências reais.
"Adolescentes mataram o cão Orelha e foram pra Disney", ironizou o senador, referindo-se à falta de punição efetiva e à sensação de que o crime compensa para quem tem menos de 18 anos.
Reincidência e Deboche: O Caso Isaac Além da violência contra animais, Ciro Nogueira citou o assassinato do jovem Isaac, de 16 anos, morto a facadas em Brasília. O autor do crime, também menor de idade, havia sido apreendido por tráfico de drogas apenas 18 dias antes, mas foi liberado pela Justiça. O senador destacou um detalhe revoltante do episódio: ao serem levados novamente para a delegacia após o homicídio, "os menores riram", cientes da impunidade garantida pelo Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).
"A Justiça Solta" Ciro apresentou dados para reforçar que sua posição reflete o desejo da maioria. Segundo ele, 65% dos brasileiros apoiam a redução da maioridade penal e 86% acreditam que "a polícia prende e a Justiça solta". O parlamentar criticou o fato de que, pela lei atual, a internação máxima é de 3 anos, mas na prática, muitos infratores ficam detidos por apenas 7 meses.
O Exemplo Argentino Para pressionar o Congresso, Ciro usou o exemplo da vizinha Argentina. Recentemente, a Câmara dos Deputados do país aprovou o projeto do governo Javier Milei que reduz a imputabilidade penal de 16 para 14 anos, motivada também pelo aumento da violência juvenil.
"O povo já decidiu. Falta o Congresso obedecer", finalizou o senador.











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