Falta de nomes fortes? PL cogita lançar vice-prefeito de Aracaju na disputa pelo Governo de Sergipe
Diante de um cenário sem figuras competitivas já consolidadas para a corrida estadual de 2026, o partido avalia usar a vitrine política da capital, mas esbarra nos recentes atritos internos da gestão municipal.
As articulações para as eleições de 2026 começam a desenhar novos e surpreendentes cenários nos bastidores da política sergipana. Sem um nome de peso incontestável para encabeçar a chapa ao Governo do Estado de forma natural, o Partido Liberal (PL) estuda uma nova alternativa: lançar o atual vice-prefeito de Aracaju, Ricardo Marques, na disputa pelo Executivo estadual.
A informação, destacada em análise da revista CartaCapital, expõe um gargalo na articulação da direita e da oposição em Sergipe. Até o momento, o grupo enfrenta dificuldades para consolidar uma figura que consiga unificar a base conservadora e ter força suficiente para bater de frente com a máquina do atual governo, liderado por Fábio Mitidieri (PSD).
A Vitrine da Capital e a Crise Interna A aposta no número dois do Executivo municipal seria uma tentativa estratégica do PL de usar a força administrativa da Prefeitura de Aracaju para alavancar um candidato pelo interior do estado. No entanto, a manobra não é simples e o primeiro grande obstáculo está dentro do próprio agrupamento.
Recentemente, a relação entre a prefeita da capital, Emília Corrêa (PL), e o vice-prefeito tem apresentado severos ruídos públicos. A prefeita chegou a declarar à imprensa que o vice "escolheu a política dele" e que faltou alinhamento com o grupo que o elegeu. Em resposta, Ricardo Marques tem utilizado entrevistas para defender seu trabalho e relatar exonerações de aliados na prefeitura, evidenciando um racha na gestão.
Para que a candidatura ao Governo de Sergipe realmente ganhe tração, o PL precisará não apenas convencer o eleitorado, mas realizar a difícil tarefa de pacificar o seu próprio quintal em Aracaju.











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