Crueldade: Freira de 82 anos é assassinada dentro de convento por homem que alegou "ouvir vozes"

Nadia Gavanski dedicou 55 anos à vida religiosa e foi morta asfixiada após flagrar o invasor no pátio da congregação no Paraná. Suspeito confessou ter consumido crack e álcool durante a madrugada e foi preso em flagrante.

Crueldade: Freira de 82 anos é assassinada dentro de convento por homem que alegou
Reprodução / Midia

Um crime bárbaro e de extrema violência chocou a cidade de Ivaí, na região dos Campos Gerais, no Paraná, neste fim de semana. Uma freira de 82 anos, identificada como Nadia Gavanski, foi encontrada morta no pátio do Convento das Irmãs Servas de Maria Imaculada, após o local ser invadido por um homem no sábado (21).

A Invasão e a Emboscada Segundo as investigações da Polícia Civil, o crime ocorreu no momento em que a religiosa, que vivia na congregação há 55 anos, foi até o pátio após o almoço para alimentar as galinhas do local.

O suspeito de 33 anos pulou o muro e foi surpreendido pela irmã Nadia, que questionou sua presença. Ele alegou que estava trabalhando em um evento no local, mas a freira não acreditou. Em seguida, o homem a empurrou, e quando a vítima começou a pedir ajuda, foi violentamente agredida e morta asfixiada.

A Polícia Militar encontrou a idosa caída no chão, com sinais evidentes de agressão física e com as roupas parcialmente retiradas. A Polícia Civil aguarda laudos periciais para confirmar se houve crime sexual consumado ou tentado.

"Vozes", Frieza e Prisão Após cometer o assassinato, o criminoso tentou se misturar aos frequentadores do convento. No entanto, uma fotógrafa que trabalhava em um evento no monastério desconfiou do rapaz, que estava muito nervoso, com as roupas sujas de sangue e com arranhões no pescoço. De forma discreta, ela filmou a interação com o suspeito e pediu ajuda para acionar a PM, momento em que ele fugiu.

Com as imagens da testemunha, a polícia identificou o criminoso — que já possuía antecedentes por roubo e furto — e o prendeu em sua residência. Ele resistiu à prisão com socos e chutes, mas acabou detido.

Na delegacia, o assassino confessou a autoria do crime. O suspeito relatou ter passado a madrugada consumindo drogas (crack) e bebidas alcoólicas, e alegou que "ouviu vozes" que o ordenavam a matar alguém, motivo pelo qual decidiu pular o muro do convento.

A Congregação das Irmãs Servas de Maria Imaculada publicou uma nota de pesar, classificando o assassinato como um "ato de violência injustificável". O corpo da irmã Nadia foi velado no domingo (22), na cidade paranaense de Prudentópolis.