Em vídeo, Prefeito de Lagarto admite falta de remédios e expõe falha de gestão ao cobrar o próprio secretário
Em vídeo publicado nas redes sociais, Sergio Reis confirma desabastecimento de medicamento controlado na ponta e, ao invés de assumir a responsabilidade institucional, cobra explicações públicas de seu Secretário de Saúde, admitindo falhas no processo de compras da prefeitura.
O prefeito de Lagarto, Sergio Reis, utilizou suas redes sociais nesta sexta-feira (30) para divulgar uma visita a uma unidade de saúde do município. O que deveria ser um ato de propaganda sobre a fiscalização acabou servindo como prova documental da falta de planejamento na distribuição de medicamentos da cidade.
O vídeo confirma a denúncia de moradores: o medicamento Citalopram, essencial para tratamentos de saúde mental, está em falta na prateleira. Ao questionar a farmacêutica, o prefeito foi informado de que o pedido foi feito no dia 12, mas a entrega não ocorreu, evidenciando que a farmácia municipal opera sem margem de segurança e deixa o paciente desassistido.
Assista ao momento em que o prefeito expõe a falta do medicamento e cobra o secretário:
Cobrança pública e desorganização interna
Como visto nas imagens acima, em vez de resolver a questão administrativamente em seu gabinete, o prefeito optou por expor a crise publicamente, enviando um recado direto ao seu subordinado, o Secretário de Saúde, Marlysson Magalhães.
"Secretário Marlysson, quero a informação... Quero esse relatório para saber se a empresa que está atrasando ou se tem algum problema interno de processo", disparou Reis na gravação.
A postura do gestor gerou reações negativas nos bastidores políticos, sendo interpretada como uma tentativa de transferir a responsabilidade pelo desabastecimento para o secretariado, blindando sua própria imagem do desgaste popular. Ao cobrar publicamente, o prefeito admite que não tem controle sobre os processos internos de sua própria gestão.
Medida tardia após o colapso
Ainda durante a gravação, o prefeito reconheceu implicitamente que o modelo de compras atual é ineficiente. Ele anunciou que, a partir de agora, as aquisições deverão cobrir 90 dias de estoque.
"A gente não pode estar pedindo remédio a cada 30 dias", afirmou Sergio Reis.
A declaração soa como uma confissão de culpa: até o momento, a prefeitura operava com um planejamento de curto prazo ("da mão para a boca"), o que resultou na falta do medicamento para a população. A "nova regra" chega apenas depois que o problema já está instalado e prejudicando os pacientes que dependem da rede pública.
O prefeito encerrou o vídeo pedindo que a população fiscalize, terceirizando para o cidadão a função de avisar quando a gestão falha. Até o fechamento desta matéria, a Prefeitura não informou a data exata para a reposição do Citalopram.











Comentários (0)